Amigas e Amigos,
1 - Será preciso que uma celebridade morra para que o Governo reconheça que o pólo turístico (lazer e business) mais importante do país sofre uma pandemia de dengue? Será preciso que no futuro um escritor escreva uma segunda versão de A Peste, de Albert Camus, sobre uma cidade imaginária situada no Brasil, onde a população morria à míngua? Será preciso um filme de ficção de científica, destes baseados no fim da humanidade, mostrando que tudo começou (terminou) pelo Rio de Janeiro? É clichê iniciar uma frase com "em pleno século XXI o Brasil ainda...", mas não tem jeito, em pleno século XXI ainda se morre de dengue no Brasil! Em pleno século XXI a saúde é um caos! Doenças infecto contagiosas começaram a ser debatidas por Constantino, no Império Bizantino, quando ele determinou separar-se doentes "quentes" de doentes "frios", e em pleno século XXI, no Brasil, na antiga capital do país, ainda se morre de uma doença transmitida por uma picada de mosquito.
2 - Em Salvador o surto de dengue está tímido, mas não se vê o "carrinho do fumacê", nem mesmo em bairros nobres. O que estamos esperando?
3 - Educação e saúde. Um povo saudável estuda mais. Um povo estudioso cuida melhor de sua saúde. As imagens, os áudios e os textos da mídia, demonstram o que tem sido a saúde no Brasil nos últimos 50 anos. E os textos, provas e artigos de nossos alunos, professores e demais profissionais, nos mostram o que tem sido da educação do país nos últimos 100 anos.
4 - Educação mínima que nos falta para não jogar lixo na rua, lixo que entope os bueiros, que impedem a água da chuva escoar, que alaga a rua, que traz ratos, insetos, leptospirose, dengue, leishmaniose e outros males terceiro mundistas, no país do futebol, do celular e da tv digital.
5 - Neste blog, neste final de semana, não comentaremos esporte, cinema, literatura ou música. Teremos apenas mais um protesto contra a maldade que fazem com o engraçado, divertido, trabalhador, conformado, triste, alegre, pacífico e sensível povo braseiro. Um protesto pelo que fazem há décadas com nós todos. Todos nós, os otários brasileiros que morrem de dengue, de fome, de sede, de tristeza e de raiva.
É isso!
Amigas e Amigos,
1 - A partir de hoje estréio com colunas no site jornalístico www.bahiaja.com.br. Já enviei o primeiro artigo e nos próximos dias será veiculado.
2 - E voltei a contribuir para o site www.osnoivos.com.br, num perguntas e respostas sobre Direito de Família.
3 - A Volkswagen irá promover um grande nos veículos Fox (são 477 mil em todo o país!).
É isso!
Amigas e Amigos,
Fotos da noite de ontem:
Torcida em festa pela classificação antecipada!
Noite mágica! As brumas de pó-de-arroz!
É isso!
Amigas e Amigos,
1 - Assisti dois ótimos filmes:
- Conduta de Risco (Michael Clayton,2007)de Tony Gilroy. Com George Cloney, Sidney Pollack (produziu juntamente com Anthony Minghella e o próprio Clooney), Tom Wilkinson (sempre um ótimo coadjuvante) e Tilda Swinton (ótima!). Excepcional trabalho, grande roteiro, grande elenco, câmera segura e uma trama excepcional, nesta estréia de Tony Gilroy na direção. Se em Advogado do Diabo, os advogados foram mostrados como vampires, em Conduta de Risco (péssimo título em português), os advogados são os faxineiros. Somos nós quem limpamos as sujeiras da sociedade, dos políticos corruptos, dos empresários desonestos, dos assassinos milionários, das corporações gananciosas etc. A narrativa do filme é muito boa, inteligente e ágil. Os diálogos são o ponto mais forte do filme. Importante ressaltar que o diretor Tony Gilroy, foi o roteirista de Advogado do Diabo. Recebeu 7 indicações ao Oscar, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (George Clooney), Melhor Ator Coadjuvante (Tom Wilkinson), Melhor Atriz Coadjuvante (Tilda Swinton), Melhor Trilha Sonora e Melhor Roteiro Original. E recebeu 4 indicações ao Globo de Ouro, nas categorias de Melhor Filme - Drama, Melhor Ator - Drama (George Clooney), Melhor Ator Coadjuvante (Tom Wilkinson) e Melhor Atriz Coadjuvante (Tilda Swinton). Imperdível!
2 - Filhos da Esperança (Children of Men, 2006), de Alfonso Cuáron (Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, A Princesinha entre outros). Muito boa esta produção inglesa de ficção científica (custou U$ 72 milhões!). As produtoras estão investindo pesado no fim da humanidade, se no final dos anos 90 início do século XXI a ameaça à Terra eram os cometas ou as mudanças climáticas, agora o motivo é a poluição, os alimentos transgênicos, os vírus mutantes e a intolerância racial, religiosa etc. Clive Owen faz um bom trabalho, mas é um filme em que a trama sobressai sobre as atuações. O ponto negativo do filme: a personagem de Michael Caine é totalmente desnecessária. Assistam!
É isso!
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